viernes, 6 de septiembre de 2024

Breve história de vida, não tão breve, de Alexiss Wolf-Augen (RPG)


Bem, vou contar um pouco sobre mim para que possamos nos conhecer.


Meu nome é Alexiss Wolf-Augen e como diz minha biografia, sou um lobisomem de gênero fluido que trabalha como professor na Nevermore Academy.


Lá eu cuido dos desordeiros, dos mais marginalizados entre os marginalizados. Dou-lhes aulas de esgrima, combate corpo a corpo, literatura mundial e história “mágica”. Felizmente não faço esse trabalho sozinho, minha esposa, Haruka Elpís, me acompanha. Ela é uma híbrida, meio vampira e meio trocadora de peles (ela é uma onça).


Haruka também é professora na academia e dá aulas de biologia botânica, de poções e oficina de arco e flecha. Ela também é responsável pela supervisão das atividades esportivas.


O caminho para chegar lá não foi fácil e nem nos conhecer e formar nossa pequena e peculiar família. Que é formada por vários animais e minha afilhada recentemente encontrada, Emi (uma especialista metamórfica em poções e o coração mais puro que pode existir).


Para começar, descendo de um antigo clã (O Lobo-Augen), essencialmente matriarcal, que habita a Floresta Negra da Alemanha. Foi lá que nasci e morei até mais ou menos 17 anos.


Este clã tem um legado militar profundamente enraizado, pois diz-se que foi fundado por lobisomens de aparência andrógina que fizeram parte das cruzadas. Portanto, todo Wolf-Augen, que seja digno de ser um, deve seguir a carreira militar (especialmente a herdeira do clã).


Na linha do tempo atual, a herdeira do clã sou eu, a única filha mulher que os atuais líderes tiveram. Fui precedido por um filho do sexo masculino, que odeia não herdar a liderança, e seguido por outro filho do sexo masculino que adora não ter a responsabilidade de liderar uma matilha inteira.


Dadas estas circunstâncias, a minha vida foi planeada desde o dia em que nasci. Fui educado nas melhores escolas de Baden Württemberg, fui treinado no exército montado como minha mãe, aprendi protocolo e relações públicas. E também era esperado que eu me casasse com um lobisomem.


No começo não questionei nada e continuei com tudo apontado. Eu me destacava na esgrima e no combate corpo a corpo. Aprendi vários idiomas (grego, francês, italiano, espanhol, português, um pouco de inglês), como tocar flauta, dançar valsa e etiqueta.


Mas ao entrar na adolescência, a minha sexualidade e a minha identidade de género entraram em crise, fazendo com que o destino que me foi designado começasse a parecer uma jaula da qual eu precisava e queria escapar. Assim, aproveitando que um teste vocacional me mostrou aptidão para a docência, mudei-me para Montreal, no Canadá, onde se instalou parte do meu clã paterno (Os Lenoir).


Livre das obrigações familiares, matriculei-me na universidade e adotei uma expressão de gênero fluida, ao mesmo tempo em que descobri minha bissexualidade (na linha do demissexual), que ficou evidente quando conheci Haruka.


Ela pertence ao clã de vampiros Elpís, originário da Grécia. Seu pai é um viajante inveterado e foi em Yucatán que conheceu sua esposa, uma trocadora de peles do clã Balam. Juntos foram morar por um tempo em uma pequena cidade do Japão, onde nasceu "mía musa piú bella" e por isso deram a ela um nome japonês (cujo significado é “distante e bela”).


A família dela, ao contrário da minha, não é esquemática. E embora a maioria se dedique à advocacia, não é necessariamente algo que você fosse obrigado a seguir. Já que sua filosofia é ser fiel ao que dita o espírito interior de cada um.


Então não foi nada estranho que eu me sentisse tão acolhido pelos Elpís, quando aceitei o namoro da minha namorada. Ela realmente teve que insistir muito, pois minhas tradições familiares ainda pesavam sobre mim.


Naquela época me recusei a mostrar o que sentia e tudo virou poesia ou brigas de rua. Pelo menos foi assim até que comecei a namorar Haruka e fui me abrindo secretamente com ela aos poucos.


Estávamos no último ano de nossa formação docente quando ouvimos falar de Nevermore. E cansados ​​de ter que esconder nossa natureza (o que era mais fácil para Haruka dadas suas poções para controlar a sede, do que para mim que tinha um caráter um tanto propenso à raiva quando me deparava com pessoas insuportáveis), decidimos tentar a sorte em Jericó, USA, como professores .


Porém, antes mesmo que eu pudesse comprar passagens para viajar, minha família me encontrou e os problemas recomeçaram. Neste caso, em relação à minha escolha de parceiro.


Que um relacionamento interespécies não era apropriado para um herdeiro, como eu faria com que a matilha me respeitasse com essa união ou como eu pretendia expandir a família, e blá, blá, blá.


Dessa vez não deixei que passassem por cima de mim, nem fugi, enfrentei-os. Foi assim que consegui que eles nos dessem uma chance, mas eles continuaram fazendo testes na Haruka para ver se ela se cansaria e desistiria de ficar comigo.


Mas ela permaneceu firme ao meu lado e no final ficamos noivos e nos casamos. As cerimônias foram muito formais para o nosso gosto, mas pelo menos a lua de mel correu do nosso jeito e na volta nos instalamos em Jerichó.


Enquanto esperávamos para fazer nosso estágio na Academia, abrimos uma loja de armas amigas dos lobisomens (outras ligas além de prata) e uma loja de embelezamento de carros. Negócios que já tínhamos desde a universidade e com os quais pagamos os estudos.


No começo dormíamos na loja de armas, mas um casal de idosos normies, que não tinha filhos, nos adotou e nos deixou um terreno de sua propriedade no extremo sul da floresta, para que pudéssemos construir nossa casa.


Dados os tumultos que a Academia Nevermore sofreu, e em que o diretora foi morta, o estágio para novos cargos docentes foi adiado. Aquele dia ainda me dá pesadelos, apesar de não estarmos na academia, o fogo e o cheiro de sangue e morte chegaram até a casa do casal Normie e eu e Haruka ficamos em alerta a noite toda para cuidar deles.


Mas quando a academia foi reestruturada conseguimos iniciar alguns estágios, e fomos incumbidos de reformar o jardim botânico e uma casa adjacente que estavam completamente desabadas. A ideia era colocar tudo em funcionamento para transferir algumas turmas para aquela área.


Ao final do trabalho, eles nos confiaram a educação dos desordeiros e começamos a utilizar a área com eles para aulas. Zona que acabou por ser um refúgio para eles e uma segunda casa para nós.


Hoje continuamos dando aulas aos desordeiros, mas também supervisionamos as provas dos demais alunos do prédio principal e combinamos excursões para promover a integração dos alunos.


Em relação à minha família, estamos numa espécie de trégua, porque afinal ainda sou o herdeiro, então eles entenderam que devem ceder em algumas coisas. No momento eles se mudaram para o Canadá para ficar um pouco mais próximos de nós e estão tentando integrar minha esposa nos eventos familiares.


Infelizmente, ainda se apegam a algumas tradições familiares, como a de que para visitá-los é preciso vestir-se como no século XIX ou de acordo com a patente militar e participar em encenações de batalhas no grande campo aberto da quinta familiar.


Apesar de tirar tudo isso do caminho, o bom é que agora posso separar minha responsabilidade com o clã, e minha dedicação ao meu verdadeiro lar, que construo dia a dia com minha lua, minha força, minha musa.


Com ela aprendi a realizar coisas para mim, como minha carreira, meus negócios, nossa casa e a família peculiar, mas linda, que estávamos formando.


Primeiro encontramos os nossos pássaros: Deimos (corvo), Palas (coruja), Eiréne (pombo-correio), Eris (coruja preta), Hades (Falcão peregrino), aos quais o tempo adicionou: Prometeus (Macho Coruja Branca, casal de Eris) , Odin (filho de Deimos), Tânatos e Hipnos (filhos de Prometeus e Éris). 


Depois vieram nossos filhos de quatro patas: Cérbero e Caronte (lobos abandonados que encontramos na floresta) e Érebo (um gatinho preto que minha esposa adotou em uma de suas excursões).


E o cosmos queria que nossos passos nos levassem em direção a um ser maravilhoso que desse mais sentido às nossas vidas: minha afilhada Emi. Ela com sua luz, seu caráter tímido, sua curiosidade e desejo de conhecimento penetrou em nossos corações. Hoje minha esposa e eu sentimos Emi como nossa filha e gostamos de apoiá-la em tudo que ela tenta, protegê-la e preparamos um quarto para ela em nossa casa para que ela sempre saiba que tem um lugar para se refugiar se precisar isto.


Ver o crescimento da Emi nos deixa muito orgulhosos e vemos muito da nossa história em seu namoro com Goody, a quem também apreciamos pela profundidade de seus pensamentos, sua história de vida e sua alma calorosa (embora ela diga o contrário).


E é tudo isso que me leva a dar o meu melhor e defender tudo o que consegui para mim de quem quer estragar tudo. O que me levou a brigar com um cara que ameaçou a honra da minha família e que acabou sendo um caçador de lobisomens.


Ele e eu tivemos um confronto bastante equilibrado até que minha ravia desequilibrou a balança e eu coloquei uma garra em sua garganta. Mas antes de desmaiar, o caçador conseguiu me esfaquear no ombro direito com uma adaga de prata envenenada.


Achei que meu fim havia chegado, mas minha esposa estava por perto (temos colares com nosso sangue mestiço que nos alertam se algum de nós estiver em perigo e nos permitem localizar um ao outro). Ela terminou de sangrar o caçador e me atendeu imediatamente.


Eu só estava pensando em me despedir da Haruka, mas ela nem me deixou falar. Ela imediatamente afundou suas presas em meu pescoço e parou meu coração. Ela então fez um pequeno corte no pulso, bebeu o próprio sangue e me deu para beber num beijo.


Recuperei o juízo quase imediatamente, mas ainda me sentia fraco por ainda ter a adaga presa em mim e o veneno que sentia percorrendo meu sistema (teria sido mais mortal remover a adaga antes de me converter). Ela retirou a adaga, bebeu o veneno da ferida e derramou uma poção curativa, que sempre carrega consigo, antes de me levar para casa.


Embora eu tenha sobrevivido, os rumores sobre a minha morte se espalharam muito rapidamente e preferi que acreditassem assim; especialmente os colegas caçadores do homem que me atacou. Para mim era importante que eles tivessem certeza de que estavam seguros e deixassem pistas para encontrá-los mais tarde.


Então, embora todos pensassem que eu estava fora do jogo, eu estava me recuperando bebendo o sangue da minha esposa, o que resultou em uma nova natureza para mim. Agora a minha parte lupina coexiste com uma parte vampírica, o que se traduz numa sede de sangue e num maior aguçamento dos meus sentidos, aos quais ainda estou a habituar-me, principalmente a certa sensibilidade à luz solar.


Mas essencialmente meu lobo permanece intacto e com uma fome voraz de vingança tanto contra os caçadores que ainda andam soltos em Jerichó quanto contra os brincalhões que atacaram e machucaram minha afilhada, Emi.


Então preparem-se que ainda tem mais Alexiss Wolf-Augen e lembrem-se do que eu sempre digo: “Não tema o lobo que uiva, tema o lobo que se cala”...





sábado, 2 de julio de 2022

El bardo de la taberna:

 

El bardo hace sonar la guitarra y todos ahogan su desamor en una cerveza de galeón. Se cantan leyendas y todos recuerdan las hadas que les rompieron el corazón.

Viejos proverbios se mezclan con consejos de amor. Los jóvenes escuchan a los ancianos y descubren que éstos han llorado.

Hay preguntas que mueren en el aire, mientras las armonías de una gaita se suman a la guitarra del bardo. Poesía que los forasteros no comprenden pero sienten y se hermanan con los locales, porque también han tenido amores que se perdieron en el mar.

Lagrimas que se acumulan en los ojos, suspiros que llenan la taberna, y la cerveza de mesa en mesa. Material que el bookman recolecta, hará quizás de esto una tragedia o una comedia.

O quizás otra poesía para gaita y guitarra. Y eso porque en esta tierra aún no existe el bandoneón. Pero ya habrá más penas para que las cante Malena, mientras tanto dejemos que esta historia la cuente el bardo de la taberna...


Alexiss Moçcia®


(El crédito de la imagen no es mío)

A la vuela de la esquina…una nueva partida:

 

Con un puñado de sueños en los bolsillos, camino por la orilla del mar donde nos conocimos. Recuerdo tu sonrisa y las palabras tontas que nos dijimos.

Recuerdo tu mirada y mis nervios. Recuerdo nuestros primeros besos, nuestras primeras caricias. Los deseos que tejimos en sabanas viejas. El departamento que tuvimos, donde soñamos con una familia y un hogar.

Recuerdo las promesas, realizadas y fallidas. El último beso y nuestra despedida. Recuerda la sonrisa deslucida y un par de lágrimas que por el rostro se nos caían.

Recuerdo tu mano dejando la mía. Una palabra apurada que deseaba suerte y el inicio de un duelo que puede ser permanente.

Mas para ti fue como un doblar la esquina, y en nada ya estabas de la mano de alguien más. Comenzaste pronto a soñar y avanzar, los besos y caricias llenaron de nuevo tu vida.

Mientras a mí me quedaban las heridas, los agujeros de bala y el corazón hecho trizas. Susurros en la noche que me sabían a fantasmas y demonios en un placard que me aterraban.

Levantarme y avanzar fue toda una osadía, y aún no sé si lo he conseguido a ciencia cierta. Pero al menos puedo decir que tengo los bolsillos llenos de sueños de nuevo. Y vengo a esta orilla sólo a decirte adiós.

Un adiós simbólico, a nuestros momentos, a mis fantasmas, a mis demonios. A nuestros besos, caricias y promesas. A lo que dijimos u omitimos. A lo que hicimos y a lo que no. A lo acertado y a lo fallido.

Hoy dejo que las olas se lleven todo lo bueno y lo malo. Todo lo que pesa en mi mochila, todo lo que ya no voy a usar. Me dejo sólo lo que aprendí para no olvidarme cómo amar.

Y así quizás pueda encontrar mi felicidad, al dar vuelta en una esquina, como tú hiciste tiempo atrás. Y aunque mi futuro es incierto, decreto hoy que en el tablero de mi vida vuelvo los dados a lanzar para iniciar una nueva partida...

Alexiss Moçcia®



(El crédito de la imagen no es mío)

De lo que hablarán las malas lenguas:

Suavemente voy cayendo en tu embrujo, sutil encanto que se ve en tus ojos. Un movimiento de cadera y me tienes a tus pies, con que tan simples pasos pierdo la cabeza y me vuelvo una fiera.

Eres tú la presa y yo el cazador, pero con el fuego en tu ser logras a tu favor poner el juego. Mueves las piezas del ajedrez y tiendes la red de seducción que me lleva a la perdición.

Dame la miel de tus labios, déjame beber la ambrosía de la fuente de Diana, déjame recorrer tu mapa geográfico, déjame perderme entre tus calles, déjame erigir mi puerto en tus valles.

Hagamos de esta noche una aventura, perdamos la cordura, dejémonos llevar por la sabrosura. Pasos desbocados, besos apasionados, gritos ahogados.

Se llena el silencio de una habitación y ya no importa quién es el infiel. Arden pieles bajo el satén de unas sabanas desordenadas, y quién sabe que depare el mañana cuando la noche es tan larga y cerrada.

Cazador y presa se entrelazan, en una danza que espanta. Se confunde pies y cabezas, manos y lenguas. Se escurren el sudor, lágrimas de amor y un néctar especial y esto no ha hecho más que comenzar.

Mañana las malas lenguas hablaran, con sus dedos señalaran... que en aquel cuartucho de hotel brilló el mal. Que dos lirios decidieron la ley romper, que la dama del rey fue infiel con el soldado que nació mujer...

Pero la noche aun sigue siendo nuestra y por eso me atrevo a proponerte una danza nueva. Balancéame más, acércate más, enloquéceme más, hazme olvidar la realidad. Quiéreme así entre lo tierno y lo rudo, entre lo femenino y lo masculino, entre la tierra y el mar.

Quiéreme como no has querido a nadie más. Hazme tu rey y tu peón, hazme tu reina y tu sirvienta. Sé mi salvación y mi destrucción, llévame al cielo y al averno. Déjame que te llene de mí, déjame llenarme de ti.

Locas de deseo rompamos la alcoba, démosle de qué hablar a esas malas lenguas que mañana nos señalaran.

Que llore el rey en su prisión de cristal, que sepa que su mariposa aprendió a volar.

Y entre besos, mordidas y balanceos juremos que en otro tiempo hemos de coincidir de nuevo. Y que en esa otra oportunidad no importara en que cuerpos estarán nuestras almas, igualmente nos volveremos a elegir siendo más valiente que en el ayer.

Así que princesa vuélveme a besar, a rozarme con tu swing, a embriagarme con tu aroma, a incitar a mi fiera, a danzar con las estrellas. Vamos que la noche aún no se termina y sigue siendo nuestra hasta que se atreva salir el sol...

Alexiss Moçcia®



 

 (El crédito de a imagen no es mío)

viernes, 22 de abril de 2022

Impúdico arte:

 


                            (El crédito de la imagen no es mío)


Gotas de lluvia

sobre un cuerpo sin vida.

Misterio que engendra la neblina.

Nadie sabe tu nombre, pero si conocen tu osadía.

 

¿Te alimentas de tus victimas

o cual si fueras un dios juegas con sus vidas?

Sea cual sea tu perversa treta,

pronto estarás tras las rejas.

 

Sigo de cerca tus pasos

y soy metódico en todo lo que hago.

Te será imposible

escapar de este joven y astuto detective.

 

¡Oh, pero qué imbécil he sido

al no intuir este cambio de sino!

Por un adverso descuido

en tus garras he caído.  

    

Como una débil presa,

me doblego ante tu destreza,

y en la danza en la que tienes el poder

me arrastras a un tormentoso placer.

 

¡Oh, impiadoso ser

engendrado por el demonio, tú mujer!

Dominando un impúdico arte,

escribes con sangre la agonía del placer.


Alexiss Mocçia® 


                           

                                                                         

viernes, 30 de julio de 2021

Aprendiendo de nuestra locura coherente

 

(El crédito de la imagen no es mío)


Aprendiendo a mirar con tus ojos, me vi hermosa. Me vi grande, me vi fuerte.

Aprendiendo a escuchar con tus oídos, escuche mi fragilidad y pude abrazarla, escuche mis fantasmas y los invite una cena.

Aprendiendo a hablar con tu boca, me pedí perdón, me perdoné los errores del ayer, solté “te quiero” atorados en la garganta e inicié el duelo de aquellos que perdí en el camino.

Aprendiendo de tus pasos abracé una felicidad que no creí merecer, y me encontré con tu mano en la vereda de enfrente invitándome a saltar para avanzar una vez más.

Y sé que no quieres que te dé las gracias, pero amor me conoces bien y sabes que sí lo haré. 

Gracias por ser musa, por ser lectora, por permitirle a esta escritora conquistar tu corazón. Gracias por abrir un jardín solo para vos y para mí. 

Gracias por darle rienda suelta a nuestra fuerza de pantera y lobo. Gracias por hacer de nuestra locura coherente nuestro estandarte y no temer a la sonata húngara que solo nuestros besos, caricias, palabras, actos, risas, llantos y recuerdos saben tocar…


Alexiss Mocçia®

miércoles, 30 de junio de 2021

A propósito de Blackfish (Contiene spoilers de la película):


Gracias a un club del cine al que pertenezco tuve la oportunidad de ver Blackfish, película de 2013 dirigida por Gabriel Cowperthwaite, y me gustó tanto que le dedicaré unas palabras a modo de análisis.

Análisis que aviso contendrá spoilers, por lo que si no las has visto y planeas hacerlo no continúes con la lectura.   

Tras el aviso procedo con el análisis. Primero quiero destacar que el género documental es uno de mis favoritos, así que la película en cuestión corría con algo de ventaja.

Mas hay que tener en cuenta que los documentales pueden resultar lentos, complejos de abordar o, todo lo contrario. Y este es también un punto a favor de este film. 

Su abordaje es sencillo, con una narrativa fácil de seguir y de entender. Además no tiene un ritmo lento, ya que las imágenes acompañan el relato. El cual no es otro que una recopilación de testimonios ante un suceso trágico, (o varios más bien), que tiene como protagonistas a las mal llamadas ballenas asesinas.

Desde el inicio nos atrapa con la escalofriante llamada al 911, en la que se informa que una mujer cayó a la piscina de un parque marino y se requería ayuda.

Una secuencia después escuchamos otra llamada donde se comunica que la mujer en cuestión es una entrenadora del parque y ha sido asesinada por una orca.

Acá la incomodidad nos invade el cuerpo, y estamos ante la incertidumbre de si el documental nos advertirá del potencial peligro que es el más grande depredador marino o si es otra su intensión.

Y en medio de un fondo azul y una orca nadando se pasa a la propaganda de Sea World, la cual se percibe está dirigida a los niños y nos vende un mundo de ensueño.

Ensueño que unido a las llamadas iniciales sabemos está destinado a ensombrecerse, puesto que no es más que una ilusión, y detrás del producto de entretenimiento que se nos pretende vender hay mucho más que desconocemos como las profundidades mismas del océano.

Aquello se refuerza con los testimonios de algunos ex entrenadores del parque, que cuentan cómo quisieron formar parte de aquel lugar desde el momento en el que lo visitaron siendo niños. Sintiendo como un lujo el haber cumplido aquel sueño infantil pero reflexionando, tras los funestos hechos, de que nada era como lo imaginaban y arrepintiéndose de algunas de sus acciones.

Y digo hechos porque no sólo se trata del fallecimiento de Dawn Brancheau causado por la orca Tilikum; sino que este suceso es sólo el inicio de una investigación por parte de OSHA (Administración de Seguridad y Salud Ocupacional), que deja al descubierto como 70 paginas de “accidentes” con orcas en Sea World y parques asociados.

De los cuales tres más, además del mencionado, han sido fatales y son anteriores al de Dawn. Dos suceden en Canadá, e involucran a Tilikum por la década del ’90, quien se cobró la vida de una entrenadora (nadadora olímpica) y de un vagabundo.

El tercero sucede en Loro Parque, ubicado en Tenerife, España y con el resultado de la perdida de Alexis Martínez a causa del ataque de la orca Keto (cría de Tillikum). Lamentablemente este caso es en el que menos se ahonda y eso le ha bajado algunos puntos a mi parecer, porque queda como dato de color y no como parte de la investigación.

Con estos hechos saliendo a la luz también se ponen en la mesa las condiciones en las que viven las orcas en cautiverio, la gran mentira que venden las publicidades que promocionan este tipo de entretenimiento y la precariedad laboral a la que están sometidos los entrenadores.

Respecto al último punto todos los entrevistados reconocen que los requisitos pedidos para ser entrenador son mínimos, alcanza con ser carismático y saber nadar. Pero no tienen una preparación profesional, no son biólogos marinos, que sería lo que requeriría el tratar con animales como las orcas. Y de ahí que cada uno de ellos se encuentre en peligro en cada uno de los shows.

Lo expuesto nos lleva inmediatamente al punto de lo que pretenden vendernos las publicidades, que no es otra cosa que hacernos creer que estar en los mencionados sitios es beneficioso para dichos animales y que les estaría mejorando la vida.

Aquello no solo es una falacia, sino que para convertirse en nuestro entretenimiento las orcas pasan por un montón de situaciones que en vez de ayudarlas sólo degradan su tiempo de vida y su comportamiento natural.

Empezando por el hecho de que para estar en aquel parque son brutalmente cazadas, cosa que es relatada de manera detallada por uno de los pescadores que atraparon a Tillikum.

Y si aquello no fuera suficiente también se produce una ruptura de lazos entre el grupo al que pertenece la orca cazada, lo que es totalmente nocivo para estos animales. Puesto que las orcas son seres que viven en sociedades matriarcales, con roles determinados y formas de comunicación particular (que varía según los grupos).

Entonces si se las junta indiscriminadamente se generan roces entre las orcas, ambiente hostil que es peor para los machos (como Tillikum) que tienen menos posibilidades de mantenerse alejados de las hembras en piscinas tan pequeñas como en las que son puestos. A diferencia del océano donde pueden nadar a cierta distancia si las hembras se ponen tensas.

La alimentación tampoco es la ideal, debiendo recurrir a vitaminas para completarla. Dado sobre todo porque utilizan la comida como parte del entrenamiento, llegando a dejarlas sin ella cuando no obedecen o les sale mal algún truco (según relatan los mismos cuidadores y entrenadores).

 A esa encadenación de cosas se le suman el estar en piscinas no solo pequeñas sino poco profundas lo que produce que el sol queme la piel de las orcas (por lo que las pintan con un compuesto a base de zinc para que no se note y les brille la piel en los espectáculos). O piletas con poco mantenimiento que hace que estos animales se coman parte de las mismas y se terminen enfermando de los intestinos.

Todo aquello trabajando contra reloj dentro del animal que termina acumulando frustración, estrés, depresión y sin poder manejarlo se vuelve contra su entrenador. A menos esas es una de las teorías que manejan cuidadores, entrenadores y expertos que hablan en el documental pero que sin dudas reducen el promedio de vida de las orcas respecto a la que tendrían en libertad.

De hecho ese es un dato que se reitera en el documental, ya que la diferencia es grande. En cautiverio viven entre 25 y 30 años, mientras que en el océano una orca macho puede vivir hasta los 50 años y las hembras hasta los 100.

Y ya con todo este panorama explicado llegamos a la parte donde del juicio a Sea World sólo se logró que se pusieran vallas entre las orcas y sus entrenadores. Y ante el gusto a poco que da aquello vemos como los ex entrenadores (muchos de los cuales habían conocido a Dawn Brancheau) inician un movimiento para que de una vez cierren estos parques.

Mas, y aunque se muestra aquel accionar del movimiento, el film no pretende prohibir que se vaya a dichos parques sino más bien que se tenga consciencia de aquello que no te cuentan. Si vas a consumir este tipo de entretenimiento es bueno estar informado de todo lo que hay detrás, de todo lo que lo conforma y no quedarse con el producto final que nos parecería de ensueño.

Y es aquello último, que rescaté del film, lo que me llevó a reflexionar sobre un parque que se encuentra en mi país, en la ciudad de San Clemente del Tuyú. Dicho parque se llama “Mundo Marino” que prácticamente es la traducción literal de “Sea World”, lo que encendió mis alarmas y me motivó a investigar.

La investigación arrojó cosas no sabía: Como que es un parque que si tiene relación con aquel de Orlando; a tal punto que los de Sea World han venido a extraerle semen a la única orca que le queda al parque (Kshamenk) para preñar a dos de las orcas mencionadas en el film (Kasatka y Takara), tras ya no poder usar a Tillikum como semental por su reiterado comportamiento violento.

Otra cosa que no sabía y que me dio gusto descubrir, es que en mi país existen Guardafaunas (Guardaparques) que se encargan de proteger y estudiar a las ballenas y orcas que se pueden avistar en la Península Valdés.

De los cuales destaca Roberto Bubas versado en bilogía marina y considerado el “elegido de las orcas” puesto que puede convivir y “hablar” con ellas. Quien da conferencias sobre el comportamiento de las orcas y ha iniciado el movimiento que busca acabar con los shows con animales en mi país y la liberación de Kshamenk (la única orca cautiva de Sudamérica).

Escucharlo me hizo sentir agradecida con mis padres por no llevarme al parque marino, a pesar de que había sido como “El sueño de mi niñez”.

Si bien las razones para no ir eran económicas también se trataba de que ese tipo de lugares (incluidos zoológicos que si he visitado) no eran los favoritos de mi madre.

Y conforme fui creciendo me di cuenta de por qué no le gustaban, y es que no se necesita ser muy experto para saber que no están dadas las condiciones para que esos animales puedan vivir bien. Y no se trata solo del cautiverio, lo cual ya es cruel y nocivo, sino también de la ubicación geográfica de donde parten.

Un león es de la sabana y Argentina no lo es. Un oso polar necesita el frío de los polos, no los treinta y pico de grados que hay en Buenos Aires en verano. Y no hay agua con cloro que pueda imitar las condiciones de temperatura y ph del océano o del mar que necesitan orcas, delfines y lobos marinos.

Así que a la hipótesis, de uno de los entrevistados en el film, sobre si “¿se pueden imaginar un mundo sin Sea World?” podemos decir; contrariamente a su respuesta; que sí.

Y lo podemos imaginar porque un mundo sin parques marinos es un mundo donde las orcas (y otros muy diversos animales encerrados en similares sitios) vivirían en libertad, en su hábitat, tal cual nos lo muestra una de las últimas escenas del documental. En la cual los ex entrenadores avistan un grupo de blackfish (como llamaban los indígenas a las orcas) nadando majestuosamente en su hogar y no sufriendo con el fin de ser nuestra diversión.        

sábado, 25 de julio de 2020

Pequeño libro, pequeño hijo


Hola a tod@s:

Les dejo el vínculo a un pequeño libro que surgió como producto final de la materia Didáctica de Lengua y  Literatura II del Instituto en el que me estoy formando como profesora 🤗 De a poco, día a día, me voy enamorando de lo que fue surgiendo consigna tras consigna y por eso quería compartirlo con ustedes. Espero les guste 😌💜




Pèlerinage entre souvenirs et rêves   


(El crédito de la imagen no es mío)

Alexiss Mocçia 

martes, 29 de octubre de 2019

Enciende la llama otra vez




No sabes que callo.
No recuerdas lo que hablo.
Hace bastante que estás lejos
y no buscas remediarlo. 

Juego con fuego
en otro lado
y te preguntas luego
qué nos ha pasado. 

Busco encuentro
y hallo silencio.
Busco un beso
y hallo dormido deseo.

Dormidos van los sentimientos
y todo parece pender de un hilo.
Abrázame este anochecer
antes que el mundo comience a enloquecer.

Levantemos lo que se ha caído.
Reinventemos lo construido.
Porque sé que nuestro amor se ha ido
pero si nos quedamos quietas podemos darlo por perdido.  

Escucha mi voz
bailemos de a dos.
Vuelve, de nuestra locura coherente,
la llama a encender.

Alexiss Mocçia


Soñadora guerrera



Palabras mudas
que mueren en la boca
traen verdades ocultas
que el insomnio provocan.

Se tejen miedos de noche
y se agiganta el reproche
de aquello que no se resolvió
y que aún causa dolor.

Lloran mis ojos esta madrugada.
Busca mi cuerpo una caricia desesperada.
No me gusta la realidad que toca
y quisiera que la fantasía cobrase vida.

La niña que fui se ha ido.
La adulta que debo ser no ha salido
de aquel capullo de mariposa
y mientras tanto la ansiedad aflora.

Busco aplacarla con la tinta
que lleva el hilo de mis ideas
e intento que no mienta
en cada trazo que el que se revela.

Y así entre murmullos y lamentos
se exorcizan los tormentos
de una soñadora
que tiene oficio de guerrera.

Y quizás en el mañana 
que lento se acerca
alce la cabeza
sonriendo de verdad.

Alexiss Mocçia

(El crédito de la imagen no es mío)


martes, 8 de enero de 2019

Mi más bonita casualidad



(El crédito de la imagen no es mío)

Lobo y pantera palabras que sólo nosotras dotamos de particular significado. Piú bella y bella serafino conjunción en otro idioma que se volvió una forma de llamarnos. Y aquellos colores que nadie cuenta como favoritos, el violeta y el ámbar, son piedras preciosas entre nuestros versos. Y aquello que otros temen, el fuego y el huracán, es una forma que tenemos de caracterizarnos. Y es que hicimos de nuestro amor una locura coherente, pues nos encontró cuando nada buscábamos, porque es nuestra bandera y estandarte. Y es que de mente loca retorcida y mente loca soñadora se trata esta historia que tejemos todos los días. Y es que siendo mi musa, te presentas para alentarme estos versos que sólo tú como lectora podrás entender. Y es que soy escritora por hobbie pero por ti me vuelvo pintora en el lienzo de tu cuerpo. Y te acaricio primero con versos y luego son mis besos los que te ponen a temblar. Y me detengo acá, porque lo otro es nuestro, pero deseo que sepas que sigues sonando con la misma intensidad que cuando te pedí con Camilo Sesto que seas mi más bonita casualidad...

Alexiss Mocçia®

sábado, 15 de septiembre de 2018

Árboles sombríos:




Árboles sombríos,
gobiernan los destinos
 y en un palacio perdido
la luna de nuestro amor fue testigo.

Me permitiste robar de tu boca mil y un besos,
y revisaste la letra de cada uno de mis versos.
Tejiste en la seda mil deseos,
con cada uno de tus gemidos.

Tendiste tu mano para aferrarte a mis dedos,
que se entrelazaron desafiando el tiempo.
Mas quiso el cruel hado,
que volviese a girar el dado.

Hoy que otro cuerpo habito,
no me siento yo mismo.
Falta ese delicioso abismo,
que me hacía sentir vivo.

Abismo de un cuerpo de dulce aroma,
que contrastaba con mi blanca arena.
Y es que la lengua puede hablar un nuevo idioma,
en una piel que recuerda a la azúcar morena.

De él bebía.
De él calor se desprendía.
En él me perdía.
En él vivía.

Y hago entidad de tu cuerpo,
llamándole un “él” sin reparo alguno,
porque no hubo en el mundo
algo más puro y tierno.

Y hoy sin ti,
se hace duro seguir.
Y busco en otras gentes,
los pedazos de mi ayer.

Y es que lo que me hiciste sentir,
no lo he vuelto a vivir.
Por más que llegaron a mi oído,
más de un gemido.

Nada es igual a lo vivido,
en aquel palacio perdido
donde la luna fue testigo
de un amor prohibido.
Alexiss Mocçia®

(El crédito de la imagen no es mío)

jueves, 13 de septiembre de 2018

Signos:




Dibujo signos en el aire,
despejándose mi cielo al instante.
Desaparecen los gritos
 y se calman en mi mente los ruidos.

Se oyen en el día,
claras campanadas
que anuncian la venida
de un próspero mañana.

Rayos dorados regalan calor,
con la suave brisa de un viento de otoño
y es que no hay lugar para el temor
cuando se descubre lo hermoso entre lo simple y lo complejo.

No hace falta tanta palabra
donde sobran besos
y es que todo puede ser nada
al reducirse el amor a unos versos.

Y es que la gloria está a un paso
entre lo que me excita
y lo que se vuelve exceso,
cuando a pecar tu boca incita.

Y no hay escape que valga,
cuando se tiene entregada el alma.
Es que amores fuertes no hay muchos
y los que hay se cuenta de a puchos.

Y es que esto sin nombre
se hace signos en el aire,
puesto que ruge el hambre
de que no pueda romperlo nadie.
Alexiss Mocçia®


(El crédito de la imagen no es mío)

miércoles, 18 de julio de 2018

Cada año nuevo:




Una copa de sidra
y las doce pasas de la vida.
Se rememoran días,
mientras los villancicos nos contagian alegrías.

Si piensa en el brindis
y yo pienso en mi dulce desliz.
Y es que quien iba a decir
que con un beso robado iba ser tan feliz.

Sonrío al intuir,
que tú también piensas en mí.
Pero la realidad me hace frágil
ante ese mensaje tuyo que reza «ojala estuvieses aquí».

No quiero llorar en noche de fiesta
pero es real que quisiera estar en donde tú estás.
Nada está completo sin tu voz
y nada me gusta más que hacer las cosas de a dos.

Suena las doce en el reloj de péndulo.
Alzo la copa y digo «Salud» sintiendo que se me forma un nudo.
Tomo de un sorbo ese dulce líquido
y pienso en tu ambrosía que es mi dulce delirio.

Nos faltan tantas caricias
que no nos queda más que invitarnos otras vidas.
Pero esto que hoy toca lo quiero contigo
porque una en dos, desde hace tiempo, hemos sido.

Nos faltan tantos besos
que en cada año nuevo escribimos promesas en un álbum de deseos.
Y yo guardo algunos «te extraño»
que a veces cuelo en el viento.

Sé que te reirías
de estas ocurrencias mías,
pero las tuyas sumarías
porque te sobra picardía.

Y en eso vamos día a día
robándole páginas en blanco a la rutina,
para escribir con alegría
la historia de tu alma y la mía.



Alexiss Mocçia®

(El crédito de la imagen no es mío)